OAT Trial
A reperfusão tardia da artéria coronária ocluída não traz benefícios aos pacientes com infarto agudo do miocárdio.
Angioplastia Transluminal Coronária

 O estudo OAT (Occluded Artery Trial) testou a hipótese da artéria aberta e respondeu a uma pergunta bastante antiga: Vale a pena reperfundir artérias coronárias tardiamente depois de instalado o IAM? Ou seja, a reperfusão tardia de artérias coronárias ocluídas depois de passado o período de viabilidade miocárdica pode ajudar a evolução dos doentes? O estudo mostrou que os pacientes submetidos a angioplastia tardia realizada entre 3 e 28 dias após o infarto do miocárdio não trouxe benefícios quando comparada ao tratamento clínico máximo isolado. Mais ainda, a abordagem invasiva associou-se a um aumento não-significante de infartos fatais e não-fatais (7.0% vs. 5.3%, HR 1.36, p=0.13) durante o seguimento de 3 anos, bem como a um incremento significante dos marcadores cardíacos colhidos dentro das primeiras 48 horas do procedimento invasivo (10.0% vs. 3.3%, p<0.001). Essas elevações parecem estar associadas à oclusão de pequenos vasos que suprem a área perinfarto com circulação colateral e, sabidamnte, têm um valor prognóstico importante. Assim, o resultado pouco encorajador desse estudo mantém uma lacuna na abordagem terapêutica tardia dos pacientes infartados. Até o momento, a otimização do tratamento clínico com inibidores da enzima de conversão ou do receptores da angiotensina e betabloqueadores ainda persiste como a melhor opção terapêutica para reduzir o remodelamento ventricular (Hochman, JS et al. N Engl J Med 2006;355:2395-407).

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